Síndica presa por homicídio é acusada de contrair empréstimos de mais de R$ 200 mil em nome de condomínio em Curitiba
Moradores relatam supostas irregularidades na gestão, incluindo falsificação de atas e ameaças; Polícia Civil investiga morte de comerciante no bairro Ganchinho.
A síndica de 50 anos presa sob suspeita de envolvimento na morte do comerciante Renato Alves da Silva, de 43 anos, em Curitiba, também passou a ser alvo de denúncias feitas por moradores do condomínio onde atuava como administradora. Segundo os relatos, ela teria contraído empréstimos que somam mais de R$ 200 mil em nome do residencial, possivelmente com o uso de atas falsificadas.
O homicídio ocorreu na noite de 27 de abril, dentro de uma distribuidora de bebidas localizada na Rua Rubens Stresser, no bairro Ganchinho. De acordo com a Polícia Civil, a principal linha de investigação aponta para um desentendimento relacionado à negociação de um apartamento e uma suposta dívida de aproximadamente R$ 60 mil.
Após a repercussão do caso, condôminos procuraram a imprensa para relatar suspeitas de irregularidades na administração do condomínio. Moradores, que preferiram não se identificar por receio de represálias, afirmam que não houve assembleias que autorizassem os empréstimos realizados em nome do residencial.
Segundo os relatos, além das operações financeiras, a síndica também teria adotado práticas de intimidação contra moradores que questionavam a gestão. “Quando a gente cobrava os nossos direitos, vinha ameaça. Diziam que estávamos atrapalhando o trabalho dela”, relatou um dos condôminos.
Os moradores também afirmam que a administração teria alugado a caixa d’água do condomínio para instalação de equipamentos de transmissão, sob a promessa de que os valores arrecadados seriam destinados a melhorias no residencial. No entanto, segundo eles, os recursos não teriam sido repassados ao caixa do condomínio.
Além das denúncias recentes, condôminos afirmam que já existiam registros de conflitos anteriores envolvendo a síndica, incluindo discussões e ameaças. Em um dos episódios relatados, ela teria mencionado o uso de arma durante uma briga.
Diante da situação, moradores afirmam que buscam realizar uma nova eleição para a administração do condomínio e também acionaram a Defensoria Pública para apurar possíveis dívidas contraídas em nome do residencial.
“A gente espera que tenha justiça. Faz tempo que denunciamos isso e ninguém investigava”, disse um dos moradores.
