Ministro da Saúde descarta relação entre casos de hantavírus no Brasil e surto em cruzeiro internacional

 Ministro da Saúde descarta relação entre casos de hantavírus no Brasil e surto em cruzeiro internacional

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (11) que os casos de hantavírus registrados no Brasil não têm relação com o surto identificado no navio de cruzeiro MV Hondius, que tem sido monitorado por autoridades sanitárias internacionais após registros de mortes e suspeitas de transmissão entre pessoas.

Segundo o ministro, a variante detectada no cruzeiro corresponde à chamada cepa andina, que não circula no território brasileiro.

“O hantavírus não é um vírus desconhecido. No Brasil, temos em média entre 38 e 45 casos por ano. Os casos atuais não têm qualquer relação com o vírus identificado no cruzeiro”, afirmou Padilha.

Cepa diferente da registrada no Brasil

De acordo com o Ministério da Saúde, a cepa identificada no surto internacional é típica de regiões dos Andes e da Argentina, e está associada a episódios raros de transmissão entre humanos.

Padilha ressaltou ainda que o Brasil dispõe de estrutura laboratorial para identificar e sequenciar geneticamente os casos da doença registrados no país, permitindo a diferenciação entre variantes do vírus.

“A gente tem toda a estrutura para identificar e genotipar. A Organização Mundial da Saúde não considera risco de pandemia o que aconteceu nesse surto específico”, disse.

O que é o hantavírus

A hantavirose é uma doença infecciosa transmitida principalmente pela inalação de partículas contaminadas por urina, fezes ou saliva de roedores silvestres infectados.

Entre os principais sintomas estão febre, dores musculares, dor de cabeça, náuseas, dificuldades respiratórias e tosse seca. Em casos mais graves, pode evoluir para insuficiência respiratória e queda de pressão arterial.

Surto internacional em cruzeiro

O alerta internacional foi emitido após a confirmação de casos da doença entre passageiros e tripulantes do navio MV Hondius, operado pela Oceanwide Expeditions. A embarcação transportava 147 pessoas durante uma viagem pelo Atlântico Sul.

Segundo informações divulgadas por autoridades de saúde, ao menos três mortes foram registradas entre passageiros que apresentaram sintomas compatíveis com hantavirose. A Organização Mundial da Saúde (Organização Mundial da Saúde) afirma que o risco de disseminação global é considerado baixo.

Casos no Brasil

No Brasil, estados também registraram ocorrências recentes da doença. Em Minas Gerais, um homem de 46 anos morreu após contato com roedores silvestres em área rural.

Já o estado do Paraná confirmou dois casos e investiga outros 11 casos suspeitos. As autoridades reforçam que não há ligação entre os registros nacionais e o surto ocorrido no cruzeiro internacional.

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