Operação da PCPR prende padrasto, irmão e mãe suspeitos de abusos contra adolescente em Campo Largo
A Polícia Civil do Paraná prendeu, na manhã desta terça-feira (12), três pessoas suspeitas de envolvimento em casos de abuso sexual contra uma adolescente em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba.
A ação faz parte da “Operação Redoma” e resultou no cumprimento de três mandados de prisão preventiva contra dois homens, de 38 e 21 anos, e uma mulher, de 40 anos.
Segundo a PCPR, o padrasto e o irmão da vítima são investigados pelo crime de estupro de vulnerável. Já a mãe da adolescente é suspeita de omissão, diante de indícios de que teria conhecimento das violências e não teria tomado medidas para impedir os abusos.
Adolescente procurou ajuda
De acordo com a investigação, a própria adolescente procurou o Conselho Tutelar para denunciar os abusos. Conforme a polícia, a jovem teria pedido ajuda à mãe anteriormente, mas não recebeu apoio.
O delegado Luis Eduardo Trajano afirmou que a vítima vivia em situação de extrema vulnerabilidade.
“Pelas declarações da vítima, conseguimos dimensionar a gravidade da situação”, declarou o delegado.
Ainda segundo a Polícia Civil, a adolescente já havia sido retirada da residência e estava morando com outro familiar há alguns meses.
Suspeitos negam acusações
Durante os interrogatórios, os três presos negaram os crimes. Conforme a investigação, os suspeitos alegaram que os relatos da adolescente seriam falsos e afirmaram desconhecer a existência da apuração policial.
O padrasto e o irmão responderão por estupro de vulnerável com agravante de vínculo familiar. Já a mãe deverá responder por omissão diante da condição de responsável legal pela adolescente.
Segundo a PCPR, o nome da operação faz referência à necessidade de proteção integral de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
Polícia reforça importância das denúncias
A Polícia Civil destacou que denúncias rápidas são fundamentais para interromper ciclos de violência contra crianças e adolescentes.
Casos de abuso sexual podem ser denunciados de forma anônima pelo Disque 100, Conselho Tutelar ou diretamente às forças de segurança.
