Pesquisa Quaest mostra queda no apoio ao fim da escala 6×1 com redução salarial
Levantamento da Quaest divulgado nesta segunda-feira (18) aponta que 68% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala de trabalho 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias e folga um. Outros 22% se declararam contrários à mudança.
O cenário, porém, muda quando a redução da jornada é associada a corte nos salários. Nesse caso, o apoio à proposta cai para 39%, enquanto a rejeição sobe para 56%.
Apesar da maioria ainda ser contrária à mudança com diminuição dos vencimentos, a pesquisa indica crescimento na aceitação desse modelo. Em abril de 2025, 35% apoiavam o fim da escala mesmo com redução salarial, enquanto 60% eram contra.
O levantamento também mostrou diferenças entre os grupos políticos. Entre eleitores identificados com o ex-presidente Jair Bolsonaro, 63% rejeitam o fim da escala 6×1 com corte de salário, enquanto 32% apoiam a medida. Já entre apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os números aparecem tecnicamente empatados: 49% são contra e 47% favoráveis.
Atualmente, uma comissão especial da Câmara dos Deputados discute duas propostas de emenda à Constituição (PECs) relacionadas ao fim da escala 6×1. A expectativa do presidente da Casa, Hugo Motta, é votar o texto em plenário até o fim deste mês.
Além das PECs, um projeto de lei do governo federal sobre o tema também tramita na Câmara.
A pesquisa mostra ainda que o apoio ao fim da escala 6×1 caiu em relação ao fim de 2025. Em dezembro do ano passado, 72% defendiam a mudança. Agora, o índice recuou para 68%.
Regionalmente, o Nordeste lidera o apoio à proposta, com 72% dos entrevistados favoráveis, embora o percentual tenha caído em relação aos 77% registrados em julho de 2025. No Sudeste, o apoio passou de 75% para 66%.
As regiões Centro-Oeste e Norte aparecem empatadas, com 66% de aprovação, enquanto o Sul registra o menor índice de apoio, com 63%.
A 25ª rodada da pesquisa Quaest ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de maio de 2026. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
