Lórens diz que seguirá no cargo após cassação

 Lórens diz que seguirá no cargo após cassação

O vereador de Curitiba Lórens Nogueira (PP) afirmou nesta terça-feira (2) que continuará exercendo o mandato mesmo após a Câmara Municipal abrir um processo de cassação contra ele. Investigado por suspeitas de rachadinha e peculato, o parlamentar voltou a se manifestar publicamente após reativar suas redes sociais.

Em vídeo publicado no Instagram, Lórens declarou que seguirá trabalhando “com a cabeça erguida” e classificou as acusações como uma perseguição política.

“Quero que vocês saibam: eu não vou desistir. Continuarei exercendo o meu mandato com a cabeça erguida, trabalhando e honrando cada voto que eu recebi”, afirmou.

O vereador também voltou a negar irregularidades no vídeo em que aparece recebendo R$ 5,6 mil em dinheiro vivo. Segundo ele, as imagens não comprovam qualquer crime e foram divulgadas sem o devido contexto.

Lórens questionou ainda o momento em que as denúncias vieram à tona e associou o caso ao período eleitoral. Para o parlamentar, a divulgação das acusações ocorre em um contexto de disputa política.

Durante a manifestação, ele citou um ex-servidor do gabinete que teria feito denúncias contra sua atuação. Segundo o vereador, o ex-funcionário foi exonerado após reclamações registradas na Ouvidoria da Câmara e estaria agindo por ressentimento.

O parlamentar também criticou a abertura do processo de cassação e afirmou confiar que os demais vereadores irão analisar o caso com imparcialidade.

Na segunda-feira (1º), a Câmara Municipal de Curitiba aprovou, por 35 votos a 1, a abertura de um processo de cassação contra Lórens Nogueira. A medida foi tomada após denúncia apresentada pela bancada do Partido Novo, com base nas investigações da Operação Déjà-vu, conduzida pelo Gaeco.

A apuração investiga supostas práticas de rachadinha e peculato envolvendo o gabinete do vereador. Durante a operação, foram apreendidos R$ 118 mil em dinheiro em endereços ligados ao parlamentar, assessores e familiares.

Uma Comissão Processante foi instaurada e terá prazo para conduzir os trabalhos. Ao final, o plenário poderá decidir pela manutenção ou cassação do mandato.

Publicações relacionadas