Ratinho Junior deve se licenciar do Governo do Paraná para reforçar campanha de Sandro Alex

 Ratinho Junior deve se licenciar do Governo do Paraná para reforçar campanha de Sandro Alex

Vice-governador Darci Piana deve assumir o comando do Palácio Iguaçu durante o período de afastamento

O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), deve se licenciar do cargo a partir da próxima quinta-feira (17) para se dedicar à reta final da campanha eleitoral de Sandro Alex (PSD).

Durante o período de afastamento, o vice-governador Darci Piana deve assumir interinamente o comando do Governo do Paraná.

Ratinho Junior já tem dividido a agenda entre compromissos administrativos e atividades relacionadas à campanha de Sandro Alex, que disputa a eleição pelo PSD. O chefe de gabinete do governador, Daniel Vilas Boas, também deverá deixar temporariamente a função para atuar na coordenação da campanha.

A partir de quinta-feira (17), faltarão duas semanas para o encerramento da campanha eleitoral. O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão termina em 1º de outubro, mesma data limite estabelecida pela Justiça Eleitoral para a realização de comícios.

A participação de Ratinho Junior na campanha é considerada estratégica pelo PSD para ampliar a presença de Sandro Alex nas pesquisas de intenção de voto e aumentar as chances de o candidato avançar para o segundo turno.

Segundo pessoas ligadas à campanha, uma das prioridades será reforçar junto ao eleitorado a associação entre Sandro Alex e a atual gestão estadual. O governador deverá intensificar a participação em agendas eleitorais, principalmente nas maiores cidades do Paraná.

Entre os possíveis cenários avaliados pela campanha está uma disputa de segundo turno contra o senador Sergio Moro (PL). A estratégia também considera o comportamento do eleitorado de centro e de esquerda em uma eventual segunda etapa da eleição.

A relação entre Moro e o campo progressista é marcada por conflitos políticos desde a atuação do senador como juiz federal na Operação Lava Jato. Durante aquele período, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi condenado e permaneceu preso por 580 dias após decisão da Justiça Federal no Paraná.

Posteriormente, as condenações de Lula foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para julgar os processos relacionados ao caso.

Publicações relacionadas