Advogado é preso por suspeita de lavar dinheiro para organização criminosa ligada ao tráfico no Parolin

 Advogado é preso por suspeita de lavar dinheiro para organização criminosa ligada ao tráfico no Parolin

Um advogado foi preso nesta segunda-feira (1º) pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), suspeito de integrar um esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma organização criminosa que atuava no bairro Parolin, em Curitiba.

A prisão foi realizada pela Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) e é um desdobramento das investigações que resultaram na captura do traficante conhecido como “Rajada”, apontado como uma das principais lideranças do grupo criminoso.

Segundo a polícia, o advogado teria participado da movimentação de recursos provenientes do tráfico de drogas, além de auxiliar no pagamento de despesas relacionadas aos integrantes da organização.

As investigações ganharam força após a prisão de “Rajada”, ocorrida há cerca de um mês em Maceió (AL). Conforme a Denarc, mesmo residindo no Nordeste, o suspeito continuava coordenando atividades do tráfico no Parolin e mantinha influência sobre a estrutura criminosa.

Durante o cumprimento de mandados judiciais na residência do traficante, os policiais localizaram um cartão bancário vinculado ao advogado, o que levou ao aprofundamento das investigações financeiras.

De acordo com o delegado Ricardo Casanova, os investigadores identificaram uma empresa considerada de fachada registrada no endereço do advogado. A suspeita é de que a empresa fosse utilizada para ocultar a origem ilícita dos recursos e realizar pagamentos ligados à organização criminosa.

Ainda segundo a polícia, a empresa teria efetuado pagamentos de aluguéis e transferências financeiras para familiares de integrantes do grupo, incluindo esposas de líderes presos e pessoas apontadas como responsáveis pela administração financeira da organização.

As apurações indicam que os valores movimentados podem alcançar dezenas de milhões de reais. A Polícia Civil trabalha agora para identificar outros envolvidos no esquema e rastrear a origem e o destino dos recursos.

O advogado permanece à disposição da Justiça e deverá responder pelos crimes investigados. A Denarc informou que as investigações continuam e que novas prisões não estão descartadas.

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