Casa centenária é demolida em Almirante Tamandaré e moradores protestam: “Alguém tem que pagar por isso”
A demolição de uma casa centenária no início deste mês de junho, na entrada da Colônia Gabriela, em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), gerou comoção e revolta entre os moradores mais antigos da região. Segundo moradores da região ouvidos pela Banda B, o motivo da derrubada da antiga moradia, situada na Avenida Vereador Wadilslau Bugalski, 7378, já próximo do limite com Curitiba, seria a construção de um posto de combustível no local.
O aposentado José Granato, 77 anos, que nasceu e mora até hoje na região, conta que a “casa vermelha” como era conhecida, foi construída em 1924 pelo sapateiro Primo Gasparim, no tempo em que a estrada era conhecida por Caminho do Açungui.
“Nesta casa funcionou um armazém de Secos e Molhados, uma ferraria do filho do Primo Gasparin, e também uma escola. Esta casa era uma referência da Colônia Grabiela, não poderia ser destruída de jeito nenhum. É uma tristeza pra todos nós”. – Lamentou o morador José Granato.
Emocionado, ele falou ao vivo no Programa Luiz Carlos Martins, nesta quarta-feira (12). Granato disse que guarda na memória momentos que viveu na infância.
“Meu pai era afilhado do Primo Gasparin. Quando eu era criança, frequentava a casa dele. Depois, na década de 1960, os filhos venderam a casa para o seu Eugênio Palukoski. Por sua vez, depois, ele vendeu para outra pessoa já nos anos 1980. Aqui na Colônia Gabriela está todo mundo triste. Espero que alguém pague por isso”. – José Granato, morador
O Vereador Valtemir Honório dos Santos, o Polaco, protocolou na prefeitura um pedido de informação para saber se a derrubada do imóvel atendeu às normas vigentes no município quando se trata de imóveis históricos.
Também está tramitando pela Câmara de Vereadores um projeto para que o imóvel fosse tombado pelo município por conta do valor histórico, porém, a demolição veio antes de uma resposta do Poder Legislativo municipal.
O Ministério Público também oficiou o município de Almirante Tamandaré para saber se havia uma autorização para a demolição da casa, sem resposta até o momento.


