Criminosos clonam site de banco digital e desviam milhões em golpes via Pix, diz polícia
Uma operação interestadual da Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT) desarticulou, na manhã desta terça-feira (19), um grupo criminoso suspeito de aplicar golpes digitais contra clientes de um banco digital por meio de páginas falsas na internet. Segundo as investigações, os suspeitos clonavam o site da instituição financeira para invadir contas bancárias e realizar transferências via Pix.
Ao todo, foram cumpridas 29 ordens judiciais, entre elas 14 mandados de prisão preventiva, 15 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de mais de R$ 1,9 milhão em contas bancárias e bens ligados aos investigados.
De acordo com a Polícia Civil, os criminosos criavam sites idênticos ao da instituição financeira e impulsionavam os links falsos com anúncios patrocinados na internet. Assim, quando a vítima pesquisava pelo banco, a página fraudulenta aparecia entre os primeiros resultados de busca, simulando ser o portal oficial.
Ao acessarem o site falso, os clientes inseriam dados bancários e faziam login normalmente. Neste momento, as informações eram capturadas pelos criminosos, que assumiam o controle das contas utilizando uma técnica conhecida como “session hijacking”, ou sequestro de sessão.
Com acesso às contas, os suspeitos realizavam transferências via Pix para contas de terceiros, numa tentativa de dificultar o rastreamento do dinheiro.
As investigações apontam que a organização criminosa possuía divisão estruturada de funções. Um dos núcleos era responsável pela criação dos sites falsos e captura de credenciais, enquanto outro atuava na movimentação financeira e dispersão dos valores desviados. Também havia um grupo dedicado à lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada.
Uma mulher apontada como líder do esquema foi presa durante a operação. Até o momento, a polícia identificou ao menos 19 vítimas, com prejuízo inicial estimado em R$ 118 mil. No entanto, os investigadores acreditam que o grupo tenha movimentado mais de R$ 4,8 milhões, indicando a possibilidade de novas vítimas.
“A população deve evitar acessar instituições financeiras por links patrocinados, conferir cuidadosamente o endereço eletrônico do site e jamais validar QR Codes sem absoluta certeza da origem da operação”, alertou o delegado responsável pelo caso.
