Eduardo Bolsonaro defende Júlia Zanatta como vice de Flávio e cita lealdade política

 Eduardo Bolsonaro defende Júlia Zanatta como vice de Flávio e cita lealdade política

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro saiu em defesa da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) nesta sexta-feira (12), após críticas de apoiadores do bolsonarismo à possibilidade de ela integrar como vice a chapa presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições de 2026.

Em publicação nas redes sociais, Eduardo afirmou que a parlamentar catarinense seria uma garantia de alinhamento político em um eventual governo liderado por seu irmão. Segundo ele, a escolha reduziria riscos de divergências internas em caso de afastamento do presidente.

“Quero ver Flávio Bolsonaro presidente, alguém querer fazer o impeachment dele para entrar a Júlia Zanatta. Agora, bota um vice igual ao Zema para ver como será. Onde você enxerga voto eu enxergo caráter”, escreveu.

Nome de Júlia Zanatta ganha espaço nos bastidores

A possibilidade de Júlia Zanatta compor a chapa presidencial ganhou força após Flávio Bolsonaro afirmar recentemente que pretende escolher uma mulher para a vice-presidência.

A estratégia é vista por aliados como uma tentativa de ampliar o diálogo com o eleitorado feminino, que representa a maioria dos eleitores brasileiros. Nos bastidores, integrantes do grupo avaliam que uma vice mulher poderia ajudar a reduzir a rejeição do senador entre esse segmento.

Aliados questionam potencial eleitoral

Apesar do apoio de Eduardo Bolsonaro, parte dos apoiadores do campo bolsonarista tem manifestado resistência à possível indicação.

Os críticos argumentam que Júlia Zanatta não ampliaria significativamente a base eleitoral de Flávio Bolsonaro, já que Santa Catarina é considerado um dos estados onde o bolsonarismo possui forte apoio. Entre as alternativas defendidas por aliados estão nomes de regiões estratégicas, como Nordeste e Minas Gerais, além de perfis considerados mais moderados.

Eduardo Bolsonaro, porém, rebateu as críticas e afirmou que considera a lealdade política e o alinhamento ideológico fatores mais importantes do que o potencial de atração de votos.

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