Irmãos são presos por homicídio e ocultação de cadáver no Sudoeste do Paraná
Dois irmãos, de 29 e 36 anos, foram presos preventivamente pela Polícia Civil do Paraná nesta sexta-feira (5), suspeitos de assassinar Euclésio Cavalheiro Júnior e ocultar o corpo da vítima em uma propriedade rural no município de Vitorino, no Sudoeste do Estado.
As prisões ocorreram nas cidades de Pato Branco e São João. Segundo a investigação, Euclésio estava desaparecido desde abril, mas o caso passou a ser tratado como homicídio qualificado após o avanço das apurações.
Vítima foi atraída para propriedade rural
De acordo com a Polícia Civil, a vítima foi levada até uma chácara no interior de Vitorino, onde teria ocorrido um desentendimento envolvendo consumo de álcool e drogas.
As investigações apontam que Euclésio foi agredido pelos suspeitos e, durante a ação, um deles teria desferido golpes de faca no pescoço da vítima enquanto ela já estava caída no chão.
A polícia classificou o crime como de extrema violência e solicitou a prisão preventiva dos investigados com base nas provas reunidas durante a investigação.
Corpo foi encontrado em açude
Após o homicídio, os suspeitos teriam tentado ocultar o crime. Segundo a Polícia Civil, o corpo foi escondido sob troncos de madeira em um açude localizado na propriedade rural.
Ainda conforme a investigação, o celular da vítima teria sido destruído e queimado em uma churrasqueira para dificultar a produção de provas.
Durante as diligências, os policiais localizaram o cadáver e também a motocicleta de Euclésio, escondida na mesma propriedade onde o crime teria ocorrido.
Mulher também é investigada
Uma mulher de 36 anos também é investigada por suposta participação no caso. Nesta sexta-feira, a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão em sua residência.
Segundo os investigadores, ela teria auxiliado um dos suspeitos na ocultação do cadáver e na destruição de provas, com o objetivo de favorecer a impunidade dos autores do crime.
Investigação aponta intimidação de testemunhas
A Polícia Civil informou ainda que testemunhas ligadas ao caso teriam sido alvo de intimidação após o crime.
Conforme a investigação, os envolvidos teriam exercido pressão psicológica e coação moral para impedir que informações fossem repassadas às autoridades.
Com os elementos reunidos durante a apuração, a Justiça autorizou as prisões preventivas dos suspeitos e outras medidas cautelares solicitadas pela polícia.
