Jovem morto após discussão com vizinho em condomínio da RMC é identificado; suspeito continua foragido

 Jovem morto após discussão com vizinho em condomínio da RMC é identificado; suspeito continua foragido

Foi identificado como João Witor da Silva Barbosa, de 21 anos, o jovem morto a tiros após uma discussão com um vizinho em um condomínio localizado na Rua Cucos, no bairro Gralha Azul, em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O crime aconteceu na noite de quinta-feira (16), e o principal suspeito segue foragido.

Imagens de câmeras de segurança registraram a fuga do suspeito logo após os disparos. Ele deixou o condomínio em um Renault Logan prata e, segundo informações preliminares, estava acompanhado da esposa e do filho.

João Witor morava no condomínio havia poucos meses. Segundo testemunhas, a discussão teria começado por causa do volume alto do som e evoluído para uma luta corporal. A vítima foi baleada na frente da esposa e dos três filhos e morreu antes da chegada do socorro.

Vizinhos já haviam se desentendido, diz Polícia Civil

De acordo com o delegado Paulo César Ribeiro, da Polícia Civil do Paraná (PCPR), as investigações apontam que os dois moradores já haviam discutido outras vezes, sempre por conflitos relacionados ao som alto.

“Há relatos de que eles já discutiram outras vezes no mesmo condomínio. E essa discussão sempre girava em torno de uma situação envolvendo som alto. Nesse momento, houve uma nova discussão e eles entraram em uma suposta luta corporal. Em seguida, o autor retornou à residência, pegou uma arma e voltou para efetuar os disparos”, afirmou o delegado.

Ainda conforme a investigação, após a luta corporal, João Witor caiu no chão. A esposa da vítima tentou prestar socorro, mas teria sido empurrada pelo suspeito, que voltou a atirar.

“A vítima caiu ao solo, a esposa se aproximou para ajudá-la, o autor a empurrou e, na sequência, efetuou outro disparo que acabou tirando a vida da vítima”, explicou Paulo César Ribeiro.

Segundo a Polícia Civil, aproximadamente quatro tiros atingiram João Witor na cabeça, no rosto e no tórax.

Polícia apura outras possíveis motivações

Além da hipótese de que o crime tenha sido motivado por desentendimentos relacionados ao som alto, surgiram informações de que o suspeito também teria ciúmes da vítima. Essa possibilidade, no entanto, ainda é investigada.

A Polícia Civil informou que trabalha, neste momento, com a motivação ligada às discussões entre os vizinhos, mas não descarta outras linhas de investigação.

“A gente não descarta nenhuma possibilidade. O que temos de mais concreto é a questão do som alto. Todas as hipóteses estão sendo analisadas e a investigação seguirá conforme os elementos que forem sendo coletados”, destacou o delegado.

Até a publicação desta reportagem, o suspeito não havia sido localizado. A Polícia Civil segue realizando diligências para encontrá-lo e esclarecer todas as circunstâncias do homicídio.

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