Número de mortos em queda de avião militar em universidade sobe para 31 em Bangladesh

 Número de mortos em queda de avião militar em universidade sobe para 31 em Bangladesh

Aeronave caiu sobre campus escolar na capital Dhaka; vítimas incluem estudantes, crianças e adultos. Ao menos 69 seguem hospitalizados, muitos em estado grave

Dhaka (Bangladesh) – Subiu para 31 o número de mortos na tragédia envolvendo a queda de um avião militar em um campus universitário na capital de Bangladesh. O acidente ocorreu na tarde de segunda-feira (21) e, segundo autoridades locais, além das vítimas fatais, ao menos 170 pessoas ficaram feridas. Dessas, 69 permanecem internadas em hospitais da região, muitas delas em estado grave.

A aeronave envolvida era um caça de treinamento modelo F-7 BGI, pertencente à Força Aérea de Bangladesh. De acordo com o comunicado oficial, o jato decolou por volta das 13h06 (horário local), mas caiu poucos instantes depois, atingindo o prédio de dois andares da Escola e Faculdade Milestone, localizada no bairro de Uttara, a cerca de 11 km da base aérea A.K. Khandaker.

O impacto provocou um grande incêndio, que se espalhou rapidamente pela instituição de ensino, onde havia intensa circulação de estudantes e funcionários. Crianças estão entre as vítimas com queimaduras graves.

Entre os mortos está a professora Maherin Chowdhury, que, segundo relatos de colegas, conseguiu salvar mais de 20 estudantes antes de morrer devido a queimaduras severas. “Ela agiu heroicamente”, relatou Tanzina Tanu, também professora da instituição.

O piloto da aeronave, Towkir Islam, de 27 anos, também não resistiu aos ferimentos. Informações do Exército de Bangladesh confirmam que este foi o seu primeiro voo solo com o modelo F-7 BGI, sem a supervisão de um instrutor. Segundo autoridades, o militar tentou desviar o avião de áreas densamente habitadas antes da queda, o que pode ter evitado uma tragédia ainda maior.

O governo interino do país anunciou que uma investigação oficial foi aberta para apurar as causas do acidente. O Ministério da Saúde e Família de Bangladesh afirmou que dez dos feridos “lutam entre a vida e a morte”.

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