Quaest mostra disputa acirrada pelas duas vagas ao Senado no Paraná

 Quaest mostra disputa acirrada pelas duas vagas ao Senado no Paraná

Alexandre Curi aparece com 14%, enquanto Deltan Dallagnol e Filipe Barros têm 11% cada; Gleisi Hoffmann registra 10%

Uma pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (24) mostra proximidade entre os principais candidatos ao Senado pelo Paraná nas eleições de 2026. Alexandre Curi (Republicanos) aparece numericamente à frente, com 14% das intenções de voto, enquanto Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL) têm 11% cada. Gleisi Hoffmann (PT) registra 10%.

Como a margem de erro do levantamento é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, os quatro candidatos estão dentro de uma faixa de sobreposição estatística. A pesquisa também aponta 29% de indecisos, além de 13% que declararam voto em branco, nulo ou que não pretendem votar.

O levantamento foi realizado entre os dias 20 e 23 de setembro, com 804 eleitores do Paraná. O nível de confiança é de 95%, e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-02802/2026.

Paraná elegerá dois senadores

Nas eleições de 2026, o Paraná terá duas vagas ao Senado em disputa. Por isso, cada eleitor poderá escolher dois candidatos diferentes na urna.

A pesquisa Quaest apresenta a combinação das duas escolhas feitas pelos entrevistados, com os resultados redimensionados para uma base de 100%. Esse formato considera as menções aos candidatos para o primeiro e o segundo voto.

Confira os números

  • Alexandre Curi (Republicanos) – 14%
  • Deltan Dallagnol (Novo) – 11%
  • Filipe Barros (PL) – 11%
  • Gleisi Hoffmann (PT) – 10%
  • Dr. Rosinha (PT) – 5%
  • Cristina Graeml (PSD) – 5%
  • Karen Guerreiro (Missão) – 1%
  • Marcelo Marcelino (PCO) – 1%
  • Joaquim do MLB (Unidade Popular) – 0%
  • Indecisos – 29%
  • Branco, nulo ou não vai votar – 13%

A pesquisa também mostra diferenças entre o primeiro e o segundo voto. Na primeira escolha, Alexandre Curi aparece com 18%, enquanto Deltan Dallagnol e Gleisi Hoffmann têm 16% cada e Filipe Barros registra 10%. Já na segunda escolha, Filipe Barros aparece com 12%, Alexandre Curi com 9%, e 35% dos entrevistados ainda estão indecisos.

42% dizem que ainda podem mudar o voto

A Quaest também perguntou aos entrevistados se a escolha para o Senado já estava definida.

58% afirmaram que o voto é definitivo, enquanto 42% disseram que ainda podem mudar de candidato até o dia da eleição, marcado para 4 de outubro.

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, 76% não souberam indicar espontaneamente um candidato.

Rejeição entre os principais candidatos

O levantamento também mediu o percentual de entrevistados que afirmam conhecer os candidatos, mas dizem que não votariam neles.

Entre os seis nomes mais bem posicionados na pesquisa estimulada, Gleisi Hoffmann apresenta o maior percentual nesse indicador, com 56%. Na sequência aparecem Dr. Rosinha, com 39%; Alexandre Curi, com 24%; Filipe Barros, com 22%; Cristina Graeml, com 19%; e Deltan Dallagnol, também com 19%.

Esses percentuais representam as respostas dos entrevistados sobre conhecimento e disposição de voto e não constituem uma previsão do resultado da eleição.

Situação de Deltan Dallagnol

Deltan Dallagnol aparece com 11% na pesquisa, mas sua campanha ao Senado está suspensa por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O tribunal formou maioria para manter a suspensão das atividades de campanha, enquanto a situação definitiva do registro ainda depende do julgamento do caso.

Publicações relacionadas