Raio-X revela fundos falsos em carros de luxo usados em esquema de contrabando de medicamentos
Veículos foram apreendidos em Ciudad del Este e passaram por inspeção com scanner; investigação envolve contrabando de tirzepatida e insumos médicos
Dois carros de luxo foram apreendidos durante uma operação contra falsificação e contrabando de medicamentos para emagrecimento na região da aduana da Ponte da Integração, em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná. A ação ocorreu nesta quinta-feira (4), após uma inspeção identificar fundos falsos e compartimentos ocultos nos veículos.
Os automóveis, um Subaru Impreza WRX azul e um Dodge Charger GT branco, haviam sido apreendidos em agosto durante o cumprimento de um mandado de busca em uma residência de Ciudad del Este, no Paraguai.
Na ocasião, dois brasileiros foram presos por agentes paraguaios. Segundo as autoridades, ambos tinham mandados de prisão em aberto no Brasil. Eles foram expulsos do Paraguai e entregues às autoridades brasileiras.
Apreensão de tirzepatida
Durante a operação que resultou na apreensão dos veículos, os agentes localizaram 248 caixas e 1.503 ampolas de tirzepatida, medicamento utilizado no tratamento do diabetes e que também ganhou popularidade por seus efeitos relacionados à perda de peso.
Além dos medicamentos, foram apreendidos insumos farmacêuticos, como seringas e agulhas, dinheiro em espécie, celulares, equipamentos eletrônicos, uma balança de precisão e quatro veículos.
Scanner identifica compartimentos ocultos
Os carros de luxo passaram por uma inspeção com scanner de alta precisão, que permitiu identificar alterações estruturais, fundos falsos e compartimentos ocultos que poderiam ter sido utilizados para esconder e transportar as substâncias de forma ilegal.
A fiscalização foi coordenada pelo Ministério Público do Paraguai, em conjunto com a Direção Nacional de Receitas Tributárias (DNIT). Segundo as autoridades paraguaias, a utilização do equipamento nesse formato representa uma operação inédita de cooperação durante uma investigação no país.
As imagens obtidas pelo scanner e os relatórios das perícias deverão ser anexados ao inquérito conduzido pela unidade especializada do Ministério Público. O objetivo é esclarecer a origem dos medicamentos e identificar a possível rede responsável pela distribuição das substâncias.
