Regra do Senado impede nova indicação de Jorge Messias ao STF antes de 2027

 Regra do Senado impede nova indicação de Jorge Messias ao STF antes de 2027

Regra do Senado impede nova indicação de Jorge Messias ao STF antes de 2027

A intenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de reapresentar o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal enfrenta um impedimento previsto no regimento interno do Senado Federal.

Após ter o nome rejeitado pelo plenário da Casa, Messias não poderá ser novamente indicado ao STF ainda na mesma sessão legislativa. A regra está prevista no Ato da Mesa nº 1, de 2010, que regulamenta dispositivos do regimento do Senado e proíbe a reapreciação, no mesmo ano legislativo, de autoridades rejeitadas pelos senadores.

Na prática, isso significa que uma nova indicação de Jorge Messias só poderia ser analisada a partir de 1º de fevereiro de 2027, quando se inicia uma nova sessão legislativa do Congresso Nacional.

Com isso, o presidente Lula dependeria de uma eventual reeleição em 2026 para tentar novamente aprovar o nome do atual chefe da Advocacia-Geral da União para o STF.

A sessão legislativa corresponde ao período anual de funcionamento do Congresso e não deve ser confundida com a legislatura, que abrange os quatro anos de mandato dos parlamentares eleitos.

Nos bastidores, aliados do governo afirmam que Lula pretende manter Jorge Messias como principal aposta para a vaga aberta na Suprema Corte, mesmo após a rejeição no Senado.

A cadeira no STF está vaga desde outubro de 2025, após a saída do ministro Roberto Barroso. Diante da limitação regimental, o tribunal poderá permanecer com um assento vazio até que o Palácio do Planalto decida entre indicar um novo nome ou aguardar o início da próxima sessão legislativa para tentar novamente a aprovação de Messias.

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