Rodrigo Pacheco descarta disputar Governo de Minas e anuncia saída da política ao fim do mandato

 Rodrigo Pacheco descarta disputar Governo de Minas e anuncia saída da política ao fim do mandato

Sessão do Senado Federal para eleição do novo presidente. Sérgio Lima/Poder360 01.02.2021

O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) afirmou nesta sexta-feira (29) que não disputará o Governo de Minas Gerais nas eleições de 2026 e que pretende encerrar sua trajetória política ao término do mandato no Senado. Ex-presidente da Casa, ele também descartou uma eventual indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A declaração foi feita após participação no seminário Lide Inovação e Tecnologia, em São Paulo. Segundo Pacheco, a decisão faz parte de um processo de encerramento de ciclo na vida pública.

“Há o fechamento do ciclo na política que eu decidi fazer com o sentimento de dever cumprido”, afirmou o senador.

Pacheco ressaltou que sua saída da política já vinha sendo planejada e negou que tenha desistido de uma candidatura ao governo mineiro.

“Eu não estou desistindo de uma candidatura. Eu já havia decidido não ser candidato”, declarou.

Lula perde nome considerado estratégico em Minas Gerais

A decisão de Pacheco representa um revés para o grupo político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que via o senador como um dos principais nomes para liderar uma candidatura alinhada ao governo federal em Minas Gerais, estado considerado decisivo nas disputas presidenciais.

Segundo o parlamentar, Lula chegou a pedir que ele refletisse sobre a possibilidade de concorrer ao Palácio Tiradentes, mas ele manteve sua posição de não disputar o cargo.

Com a saída de Pacheco do cenário eleitoral mineiro, aliados do governo avaliam outras alternativas para a disputa estadual. Entre os nomes mencionados nos bastidores estão o empresário Josué Gomes (PSB), a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT), o ex-vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB) e o ex-prefeito da capital mineira Alexandre Kalil (PDT).

Ao comentar o assunto, Pacheco afirmou que Josué Gomes é um “bom nome”, mas evitou manifestar apoio a qualquer pré-candidato.

Senador nega atuação em indicação ao STF

Durante a entrevista, Rodrigo Pacheco também negou ter atuado nos bastidores para impedir uma eventual indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal.

Segundo ele, sempre respeitou as escolhas feitas pelo presidente da República para a composição da Corte e classificou sua participação no debate como involuntária.

O senador também descartou qualquer possibilidade de assumir uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU), afirmando que não existe perspectiva para essa movimentação.

Apesar de anunciar sua saída da política partidária, Pacheco afirmou que não considera a decisão uma aposentadoria definitiva da vida pública, mas sim o encerramento de um ciclo iniciado há anos e que, segundo ele, foi concluído com a sensação de missão cumprida.

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