‘Stalker’ faz novas ameaças e indica estupro em e-mail para vítima na RMC: ‘Vão pagar nem que seja com o corpo’
O drama das vítimas com o stalker da cidade de Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), continua. Novas mensagens foram enviadas a Gabrielle Dias Brito, uma das irmãs que denunciou o caso em junho deste ano. No e-mail (veja print abaixo), o investigado indica uma tentativa de estupro e cobra um carro da jovem de 20 anos: “Vão pagar nem que seja com o corpo”.
A mensagem foi enviada durante o final de semana, por meio de um perfil com o nome ‘Eduardo Campos’, já considerado falso pela policia e usado pelo ‘stalker’.
Suas vagabundas mentirosas. Não esqueci oq vcs me fizeram [sic], com suas mentiras vcs me devem um carro. Vão me pagar nem q seja com o corpo [sic].trecho do e-mail enviado a uma das vítimas.
O carro mencionado pelo investigado, conforme o delegado Gabriel Fontana, responsável pelas investigações, foi encontrado incendiado na residência de familiares dele neste final de semana. Apesar disso, a polícia por enquanto descarta uma relação com os crimes praticados pelo vizinho.

O veículo da residência onde a mãe dele mora foi incendiado. Salvo engano, aconteceu durante a madrugada no último final de semana. Não há vinculação concreta [com o caso do stalker]. Claro que há suspeitas e a delegacia trabalha para identificar a razão e o autor deste incêndio no veículo. Mas, por enquanto, não há nenhuma vinculação entre o veículo e o caso.Gabriel Fontana, delegado.
A jovem novamente procurou a delegacia após receber o e-mail. Fontana ainda destaca que o investigado criou um perfil falso no Facebook e usado fotos, vídeos com montagens sugerindo que a vítima estaria realizando pornografia, vendendo conteúdo erótico.
Familiares, amigos e conhecidos, além de uma rede de contatos da igreja onde Gabrielle frequenta também estariam recebendo as imagens por meio do WhatsApp.
Houve uma audiência inicial entre o investigado e a Gabrielle. Nessa audiência foi feito uma composição desses danos. Na ocasião, também, conforme o relato da Gabrielle, o investigado disse que continuaria a mandar mensagens. Isso, inclusive, vimos acontecer agora em julho. Ele intensificou as mensagens e a perseguição, indo até a igreja que a vítima estava, tentando agarrá-la à força.Gabriel Fontana, delegado.
A PC espera uma decisão da Justiça sobre o pedido de mandado de prisão temporária, feito no início do mês.
