Depoimentos de namorado e amigo apresentam versões diferentes sobre morte de jovem em acidente de moto em Piraquara

 Depoimentos de namorado e amigo apresentam versões diferentes sobre morte de jovem em acidente de moto em Piraquara

A Polícia Civil do Paraná investiga contradições nos depoimentos do namorado e de um amigo dele sobre o acidente que resultou na morte de Eloiza Francieli Neris Silva, de 20 anos, na garupa de uma motocicleta em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. O caso ocorreu em 21 de fevereiro, na Avenida João Leopoldo Jacomel.

Segundo a investigação, os dois suspeitos, que estão presos, apresentaram versões divergentes sobre a dinâmica do acidente, incluindo quem teria solicitado a moto, como o encontro foi combinado e quais manobras foram realizadas antes da colisão.

Eloiza morreu após a motocicleta atingir uma mureta. O namorado da jovem sobreviveu, mas sofreu a amputação de um dos braços.

De acordo com a Polícia Civil do Paraná (PCPR), o namorado afirmou que o amigo teria insistido para que ele pilotasse a moto. Já o outro suspeito disse que o próprio namorado teria pedido o veículo emprestado diversas vezes antes da saída.

Há ainda divergência sobre o encontro entre os envolvidos: o namorado relatou que a saída foi combinada por mensagens em um grupo, enquanto o amigo afirma que a reunião ocorreu de forma casual.

Em relação à condução da motocicleta, o namorado negou ter realizado manobras perigosas. “Não fiz nenhuma manobra perigosa”, declarou em depoimento. Já o amigo afirmou que o condutor empinava a moto, trafegava em zigue-zague e realizava outras ações arriscadas antes da colisão.

Imagens de câmeras de segurança analisadas pela investigação, segundo a polícia, mostram motos em alta velocidade e realizando manobras perigosas na via.

A PCPR também identificou divergências sobre a identificação dos veículos. Enquanto o namorado afirmou que as motos estavam com placas regulares, o amigo declarou que apenas uma delas estava sem identificação. A investigação, porém, aponta que nenhuma das motocicletas possuía placas no momento do acidente, o que, segundo a polícia, teria sido uma tentativa de dificultar a identificação.

Outro ponto investigado é a velocidade. Conforme a apuração, o namorado estaria conduzindo a motocicleta em velocidade muito acima do permitido na via, possivelmente superior a 190 km/h no momento da colisão.

Ele foi preso por homicídio com dolo eventual, quando há entendimento de que o condutor assume o risco de provocar a morte. O amigo também foi detido sob suspeita de retirar e ocultar a motocicleta após o acidente, o que pode configurar fraude processual.

A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer completamente as circunstâncias da morte de Eloiza.

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