Mulher esfaqueada em Curitiba diz que indicou suspeita para emprego antes de ataque

 Mulher esfaqueada em Curitiba diz que indicou suspeita para emprego antes de ataque

Kelle Maria Fermino, vítima de um ataque a facadas registrado em Curitiba, revelou detalhes da agressão sofrida após receber alta do Hospital do Trabalhador, onde permaneceu internada por quatro dias. A suspeita do crime, uma ex-colega de trabalho e amiga da vítima há cerca de cinco anos, foi presa em flagrante e deve responder por tentativa de homicídio.

Segundo Kelle, ela mesma teria indicado a suspeita para a vaga de emprego onde as duas trabalhavam. Após ser contratada, no entanto, a mulher passou a fazer comentários negativos sobre a vítima, incluindo acusações relacionadas à conduta profissional.

A situação teria evoluído para uma discussão que terminou em violência. Conforme o relato da vítima, a suspeita a cercou, fez ameaças e, em seguida, desferiu golpes de faca no peito e nas costas.

“Na verdade, eu não me conformei que ela tinha feito aquilo comigo, com alguém que estava ajudando ela até a se manter no emprego. Se eu não quisesse ela lá dentro, eu não teria indicado, não teria ajudado”, afirmou Kelle.

De acordo com a vítima, os ferimentos foram graves. A facada nas costas perfurou o pulmão, enquanto o golpe no peito atingiu o diafragma.

A suspeita foi presa em flagrante pela Polícia Militar do Paraná (PMPR) logo após o crime. Segundo Kelle, além das agressões, ela também teria sido ameaçada de morte.

“Já agradeço muito por estar viva e poder ter visto meus filhos de volta”, declarou.

O caso é investigado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR). O delegado responsável pela investigação, Tiago Dantas, afirmou que a dinâmica do ataque indica tentativa de homicídio.

“A região dos golpes sugere a finalidade de matar, uma tentativa de homicídio, mas a Polícia Civil não descarta nenhuma adequação. Nesse primeiro momento estamos trabalhando com a tese do homicídio tentado”, disse o delegado.

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