Motoboy morto em Ponta Grossa foi atraído para emboscada; policia investiga
Luiz Eduardo saiu de Curitiba para entregar um pacote e foi encontrado morto a tiros em área rural dos Campos Gerais
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) investiga a morte do motoboy Luiz Eduardo, de Curitiba, encontrado baleado em uma estrada rural na região de Itaiacoca, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. A principal linha de investigação considera a possibilidade de que ele tenha sido atraído para uma emboscada durante uma entrega.
O corpo foi localizado na manhã de sábado (6) em uma área pouco movimentada próxima à sede da Embrapa. De acordo com a Polícia Científica, a vítima foi atingida por disparos no peito e no abdômen.
Mudança de endereço levantou suspeitas
Segundo as investigações, Luiz Eduardo recebeu um pacote na quinta-feira (4). A encomenda teria sido entregue pessoalmente por quem contratou o serviço, diretamente na residência da vítima, em Curitiba.
O motoboy saiu da capital com destino a Ponta Grossa para realizar a entrega. Durante o trajeto, porém, o endereço de destino teria sido alterado, o que despertou desconfiança na vítima. Antes de desaparecer, Luiz Eduardo compartilhou sua localização com colegas de um grupo de WhatsApp utilizado por entregadores.
Pouco depois, ele deixou de responder às mensagens. Amigos estranharam o sumiço, iniciaram buscas e encontraram o corpo horas mais tarde.
Celular e pacote desapareceram
Quando a vítima foi localizada, a motocicleta permanecia no local. No entanto, o celular e o pacote transportado não foram encontrados.
A permanência da moto levou os investigadores a considerarem hipóteses além de um simples roubo. O conteúdo da encomenda e a identidade do contratante são considerados elementos centrais para esclarecer a motivação do crime.
Investigação tenta identificar contratante
A polícia também trabalha para descobrir quem solicitou o serviço de entrega. Luiz Eduardo não estaria vinculado a aplicativos de entrega, o que dificulta a identificação do responsável pela contratação.
Os investigadores apuram ainda se a pessoa que contratou o transporte da encomenda já conhecia a vítima. Até o momento, não há indícios de que Luiz Eduardo tivesse vínculos pessoais ou profissionais com Ponta Grossa.
