Adolescente é agredida dentro de ônibus na Grande Curitiba e relata medo após ataque

 Adolescente é agredida dentro de ônibus na Grande Curitiba e relata medo após ataque

Uma adolescente de 17 anos foi agredida dentro de um ônibus na tarde desta semana em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba. O caso aconteceu na linha Tamandaré/Cabral, pouco depois de o coletivo deixar o terminal por volta das 13h.

Segundo a jovem, ela seguia para Curitiba acompanhada do irmão, de 10 anos. O menino seria levado para a escola e, em seguida, a adolescente seguiria para o trabalho.

De acordo com o relato da vítima, uma mulher começou a xingá-la sem motivo aparente e, logo depois, partiu para as agressões físicas.

“Ela levantou do banco me xingando, grudou no meu cabelo e no momento ninguém me defendeu, eu só gritava. Meu irmão ficou completamente assustado”, relatou a adolescente.

Ainda segundo a jovem, a agressora tentou dar um soco, mas ela conseguiu se proteger colocando a mão na frente do rosto.

A vítima afirmou que apenas um passageiro interveio durante a confusão. Conforme o relato, o homem pediu para o motorista parar o ônibus e a suspeita acabou sendo retirada do coletivo.

“Ela desceu tranquila, como se nada tivesse acontecido. Nunca vi ela na minha vida”, contou.

Família registrou ocorrência

A mãe da adolescente disse que ficou sabendo do caso após receber uma ligação da filha pelo celular de uma colega de trabalho.

“Ela gritava desesperadamente. Pedi para ela se acalmar, descer do ônibus, que eu iria buscá-la para irmos à delegacia”, afirmou.

Após o episódio, a adolescente relatou que ficou traumatizada e teme voltar a utilizar o transporte público sozinha.

“Estou com muito medo de encontrar ela de novo ou outra pessoa que faça o mesmo. Você sai de casa e, do nada, apanha”, desabafou.

Suspeita já teria causado outros transtornos

Um vigilante do terminal informou que já presenciou a mulher sendo agressiva com outras pessoas, inclusive crianças. Segundo relatos de passageiros, a suspeita viveria em situação de rua e estaria causando transtornos na região há pelo menos quatro anos.

A mãe da vítima afirmou ainda que recebeu mensagens de moradores relatando casos semelhantes.

“Me avisaram que ela fez isso na semana anterior com outra adolescente que estava dormindo dentro do ônibus”, disse.

Apesar das denúncias, a Guarda Municipal de Curitiba, a Urbs e a Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná informaram que não possuem registros anteriores relacionados à suspeita ou às agressões mencionadas.

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