Após ligação entre Lula e Trump, Brasil e EUA retomam negociações sobre tarifas
Reunião virtual entre representantes dos dois governos está prevista para a próxima segunda-feira (31)
Brasil e Estados Unidos devem retomar, na próxima semana, as negociações sobre as tarifas aplicadas a produtos brasileiros. A nova rodada de conversas está prevista para segunda-feira (31) e será realizada de forma virtual, após ajustes nas agendas das autoridades dos dois países.
O encontro deve reunir o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer.
Essa será a primeira reunião entre representantes dos dois governos desde o anúncio das tarifas contra produtos brasileiros, em julho. A exceção foi a conversa telefônica entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.
Brasil busca ampliar lista de produtos isentos
O principal objetivo do governo brasileiro nas negociações é ampliar a lista de produtos que ficaram de fora das tarifas norte-americanas.
A possibilidade de aumentar as isenções já havia sido defendida publicamente pelo ministro Márcio Elias Rosa. Desde o anúncio das medidas, o governo brasileiro vinha tentando abrir um canal de negociação com Washington.
Lula e Trump conversaram por telefone
A retomada das negociações acontece poucos dias após uma conversa entre Lula e Trump. Os presidentes falaram por telefone na sexta-feira (21), em uma ligação que durou cerca de uma hora e 20 minutos e, segundo o Palácio do Planalto, ocorreu em tom cordial.
Durante a conversa, os dois líderes trataram das tarifas sobre produtos brasileiros, do combate ao crime organizado e de conflitos internacionais.
Sobre as tarifas, Lula voltou a afirmar que as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos para a adoção das medidas são infundadas. O presidente brasileiro também defendeu a preservação da relação comercial entre os dois países.
Segundo o Palácio do Planalto, Lula afirmou que, diante dos impactos das tarifas para as economias brasileira e norte-americana, a continuidade das negociações seria o melhor caminho para os dois países.
