Mulher investigada por estelionato volta a ser denunciada por supostos golpes na Grande Curitiba

 Mulher investigada por estelionato volta a ser denunciada por supostos golpes na Grande Curitiba

Uma mulher voltou a ser alvo de denúncias de estelionato em Curitiba e na Região Metropolitana após ser acusada de aplicar novos golpes por meio de grupos de WhatsApp. Segundo as vítimas, a suspeita anunciava produtos com preços muito abaixo do mercado, recebia pagamentos antecipados via Pix e não realizava as entregas.

Os relatos são semelhantes às denúncias registradas desde 2024, período em que a mulher já havia sido investigada pela Polícia Civil por suspeitas de golpes.

Uma das vítimas, Iohana Evelin de Lima, contou que a suspeita começou a vender produtos em um grupo administrado pela mãe dela, proprietária de um brechó.

“Ela dizia que estava ajudando uma amiga que precisava de dinheiro após um divórcio. Começou vendendo roupas e outros produtos mais baratos”, relatou.

Segundo Iohana, a mulher afirmava trabalhar como cuidadora de idosos e conquistava a confiança das clientes ao entregar parte das encomendas inicialmente. Com o tempo, porém, os atrasos começaram.

“Alguns produtos ela entregava, outros não. Quando o valor do Pix era baixo, ela devolvia. Quando era mais alto, começava a enrolação”, afirmou.

Produtos abaixo do mercado atraíam compradores

De acordo com as denúncias, a suspeita oferecia perfumes, cosméticos, eletrodomésticos, cobertores, carnes e eletrônicos com valores muito inferiores aos praticados no comércio.

Entre as ofertas apresentadas às vítimas estavam cafeteiras por R$ 35, liquidificadores por R$ 40 e casacos vendidos entre R$ 10 e R$ 18. A justificativa seria de que os produtos vinham do Paraguai ou de fornecedores com preços reduzidos.

“Ela entregou alguns kits de perfume e depois sumiu com o restante. Sempre dizia que o irmão estava trazendo as mercadorias do Paraguai”, contou a vítima.

Segundo Iohana, somente no grupo administrado pela mãe dela o prejuízo pode chegar a cerca de R$ 12 mil.

“Depois que fiz a publicação apareceram várias pessoas dizendo que também tinham sido vítimas dela. Havia relatos de prejuízos de R$ 35 mil, R$ 100 mil e até R$ 200 mil”, disse.

Vítimas foram até casa da suspeita em Piraquara

Na última segunda-feira (18), dezenas de pessoas foram até a residência da mulher, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, em busca de mercadorias ou do dinheiro pago.

Segundo os relatos, o marido da suspeita teria informado inicialmente que ela não estava no imóvel. Pouco antes da chegada das vítimas, um vídeo teria sido enviado mostrando a mulher supostamente trabalhando como cuidadora de idosos, numa tentativa de justificar a ausência.

No entanto, as pessoas afirmam que descobriram que ela estava dentro da residência, o que aumentou ainda mais a revolta no local. Testemunhas disseram que cerca de 40 pessoas se reuniram em frente ao imóvel.

“A gente queria receber os Pix de volta ou pegar as mercadorias, mas não tinha nada lá”, afirmou Iohana.

Ela relatou ainda que a casa estava praticamente vazia.

“A geladeira não tinha nada, os armários estavam vazios e não havia mercadorias”, contou.

Polícia Civil abriu novo inquérito

O que um novo inquérito foi instaurado em Piraquara para investigar as denúncias.

“Já identificamos oito supostas vítimas de estelionato, mas existem indícios de que há muitas outras pessoas lesadas”, afirmou o delegado.

Segundo a Polícia Civil, a suspeita já havia sido presa anteriormente pelos crimes de estelionato e associação criminosa, mas responde aos processos em liberdade.

“Ela foi presa em janeiro deste ano, aqui em Piraquara, pelos crimes de estelionato e associação criminosa”, explicou Gabriel Caldeira.

As vítimas registraram boletins de ocorrência e reclamam da dificuldade em prestar depoimento formalmente à polícia.

“A delegacia ouviu apenas ela e o marido naquele momento. As vítimas não foram ouvidas”, afirmou Iohana.

A suspeita também teria registrado ocorrência contra algumas mulheres que entraram na residência, alegando invasão e roubo.

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