TJ-PR suspende investigação contra presidente da Câmara de Curitiba, Tico Kuzma
O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) determinou a suspensão da investigação conduzida pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) contra o presidente da Câmara Municipal de Curitiba, vereador Tico Kuzma (PSD), que apurava suspeitas de “rachadinha” e suposta venda de cargos públicos.
Durante pronunciamento na sessão desta segunda-feira (3), Kuzma afirmou que a decisão reforça sua convicção de que as acusações não correspondem à realidade. Segundo o vereador, a investigação teve origem em uma denúncia anônima apresentada em 2024 e, desde então, ele colaborou com as autoridades, prestando todos os esclarecimentos solicitados.
A investigação ganhou repercussão no dia 29 de junho, quando o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou a Operação Prática Corrente, cumprindo mandados de busca e apreensão relacionados ao caso.
Em 7 de julho, a desembargadora Priscilla Placha Sá concedeu liminar suspendendo todos os atos da investigação até o julgamento definitivo do pedido apresentado pela defesa do parlamentar. Como o processo tramita sob segredo de Justiça, os fundamentos da decisão não foram divulgados oficialmente.
Em nota e nas redes sociais, Tico Kuzma afirmou que as diligências realizadas durante a investigação não confirmaram os fatos apresentados na denúncia anônima. O vereador também declarou que a decisão do TJ-PR apontou ausência de elementos mínimos para justificar medidas como a quebra de sigilo bancário e outras providências adotadas durante a apuração.
Kuzma afirmou ainda que optou por não se manifestar anteriormente em razão do segredo de Justiça e destacou que continuará exercendo normalmente suas funções como presidente da Câmara Municipal e vereador de Curitiba.
Procurado pela imprensa, o Ministério Público do Paraná informou que somente irá se manifestar sobre o caso após a decisão de mérito, ressaltando que os autos permanecem sob sigilo.
