Mandetta coordena plano de Saúde de Caiado para a Presidência
Ex-ministro da Saúde participa da elaboração de propostas que incluem prontuário eletrônico nacional e uso de inteligência artificial
O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta participa da elaboração do plano de governo de Ronaldo Caiado (PSD) para a área da Saúde. O documento foi apresentado pelo candidato à Presidência da República nesta terça-feira (18), em São Paulo.
Mandetta, que comandou o Ministério da Saúde no início da pandemia de Covid-19, deixou o cargo em abril de 2020 após divergências com o então presidente Jair Bolsonaro sobre as medidas de enfrentamento à doença.
Entre as principais propostas apresentadas por Caiado estão o fortalecimento da medicina preventiva, a reorganização das filas do Sistema Único de Saúde (SUS), a digitalização dos serviços e a recuperação dos índices de vacinação.
O plano também prevê a implantação de um prontuário eletrônico nacional, o uso de inteligência artificial na gestão e no diagnóstico de doenças, o fortalecimento da atenção básica e a criação de políticas voltadas ao envelhecimento da população.
Caiado pretende ampliar prevenção e diagnóstico precoce
Médico de formação, Caiado afirmou que pretende levar para o plano nacional experiências desenvolvidas durante sua gestão como governador de Goiás. Ele também citou medidas adotadas durante a pandemia, incluindo ações de isolamento social no início da crise sanitária.
“Meu compromisso é com cuidar de vidas, salvar vidas. Essa é a minha formação e é o meu juramento”, declarou.
O candidato defendeu uma mudança na atuação do sistema de saúde, com maior foco na prevenção e no diagnóstico precoce, em vez da concentração de esforços no tratamento de doenças já avançadas.
Segundo Caiado, o modelo atual do SUS é predominantemente “reativo”, com pacientes chegando aos serviços de saúde quando os quadros já estão agravados.
A proposta também prevê o fortalecimento da regionalização da assistência, com o objetivo de melhorar a distribuição dos serviços de saúde e facilitar o encaminhamento de pacientes para unidades de média e alta complexidade.
Na avaliação apresentada pelo candidato, parte das chamadas mortes evitáveis estaria relacionada não apenas à gravidade das doenças, mas também à dificuldade de acesso a hospitais com estrutura adequada para o atendimento.
